A Casa (“La Casa Muda”)

Pai e filha vão para uma casa no meio do nada para fazer uma reforma, já que seu dono pretende vendê-la. Logo ao chegar, a filha escuta barulhos estranhos e quando o pai vai verificar, é encontrado morto em seguida. Ela fica aterrorizada e tenta escapar da casa antes que o que quer que haja lá consiga matá-la.

Essa produção uruguaia tem como cartão de visita a máxima de que foi filmado em tomada única, isto é, que a ação vista não teve nenhum corte. Pelo menos é o que seus realizadores sustentam. Mesmo difícil de ser verdade, já que percebe-se alguns pontos de inflexão, não deixa de ser fascinante a técnica usada.

Porém quando a análise sai dos aspectos técnicos e entra no produto em si, como roteiro e direção, deparamo-nos com uma produção que causa mais marasmo do que sustos, apesar de uma ou duas cenas de fazer o espectador pular da cadeira.

No afã de se criar uma obra com o tempo de duração de um longa metragem, o diretor recheia a projeção com diversas longas passagens que além de saturar, também são desnecessárias e em nada agregando para a narrativa. Pior é ver os personagens tomando as decisões mais imbecis, quase caindo de bandeja nas mãos da suposta entidade da casa.

Mesmo com um terceiro ato contendo uma relativamente interessante, mas não tão imprevisível reviravolta, “A Casa” deixa a desejar, sendo apenas uma boa promessa. Melhor é saber que esses eventos foram baseados em fatos ocorridos no Uruguai em 1944. Ah, e já estão fazendo a versão americana, chamada “Silent House”.

Ficha Técnica

Elenco:
Florencia Colucci
Abel Tripaldi
Gustavo Alonso
María Salazar

Direção:
Gustavo Hernández

Produção:
Gustavo Rojo

Fotografia:
Pedro Luque

Trilha Sonora:
Hernán González

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