Baseado em eventos reais, “Pressão” fala do intenso drama da escolha da data para o dia D, quando os exércitos aliados invadiram a costa da Normandia, realizando a maior operação de desembarque anfíbio da história, dando início à libertação da Europa Ocidental ocupada pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
A operação, conhecida como Operação Overlord, foi organizada pelos Aliados, principalmente Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, com a participação de forças de outros países.
O que pouca gente sabe é que a data foi definida de acordo com o clima, e não estava nada fácil para os nossos heróis. Então a história começa com a contratação do arrogante e brilhante metereologista James Stagg (Andrew Scott de “Blue Moon”) pelo próprio General Eisenhower (Brendan Fraser de “Família de Aluguel”) para gerenciar uma equipe a fim de descobrir o melhor dia para o ataque, visto que como a operação seria feita por céu e mar, as chances de sucesso dependiam muito de como o clima iria se comportar.
O diretor Anthony Maras de “Atentado ao Hotel Taj Mahal” conseguiu criar uma dinâmica com um bom ritmo num ambiente povoado tão somente com confrontos nas conversas entre seus personagens. O que seria um pezinho para um filme moroso, consegue se sair muito bem através de diálogos inteligentes e ótimas performances.
Andrew Scott deve ter suas indicações a prêmios, pois estabelece uma jornada emocional de alguém arrogante e introspectivo para desembocar em redenção e emoção. Ainda assim, nem é preciso dizer que Brendan Fraser rouba várias cenas com a sua personificação do duro (e grande) general.
Outra proeza foi transformar o assunto previsão do tempo em algo interessante e acessível para o espectador, numa mistura com algumas outras interessantes e dramáticas subtramas que se agregam de forma mostrar ao mesmo tempo a dimensão da guerra e a dimensão intimista de seus personagens.
“Pressão” é aquele drama ousado pelo tema, mas que obedece a construção dramática dos típicos filmes que estão atrás de prêmios, além de atuações excelentes do elenco afiado. Recomendado!
Curiosidades:
- Em uma coincidência notável, um dos editores assistentes contratados para examinar as imagens de arquivo acabou sendo Jamie Stagg – o neto do verdadeiro Dr. James Stagg cuja história o filme conta – fato que não se sabia quando a decisão de contratação foi tomada.
- A equipe procurou 80+ nonagenários para treinar o elenco e a equipe em equipamentos centenários e reproduziu réplicas exatas dos mapas meteorológicos usados para a previsão real do Dia D.
- A equipe de produção até identificou quais impressoras específicas produziam quais documentos e gráficos do tempo de guerra, a fim de replicar com precisão o quão opaca ou polpuda cada folha de papel deveria aparecer na tela.
- Brendan Fraser raspou a cabeça para interpretar Eisenhower, a quem ele descreveu como “com problemas foliculares”, e passou semanas lendo todas as biografias que encontrou sobre o general antes do início das filmagens.
- O título Pressão tem um significado dúbio: todos os personagens trabalhando sob imensa pressão; e também a pressão barométrica do clima.
- James Stagg e sua esposa já tinham um filho chamado Peter, que nasceu 2 anos antes do Dia D. Seu segundo filho nasceu meses após o Dia D. Este filme mostra seu primeiro filho nascendo logo após a invasão. Na vida real, a esposa de Stagg estava grávida no período que antecedeu o Dia D, mas ela não teve o bebê até novembro. Além disso, o filme incluiu um bombardeio fictício do hospital onde ela foi internada para um efeito dramático.
Ficha Técnica:
Elenco:
Andrew Scott
Brendan Fraser
Kerry Condon
Chris Messina
Damian Lewis
Tamsin Topolski
Jojo Macari
Con O’Neill
Alexander Hanson
Robert Portal
Joshua Hill
Toby Williams
Direção:
Anthony Maras
História e Roteiro:
David Haig
Anthony Maras
Produção:
Tim Bevan
Eric Fellner
Cass Marks
Lucas Webb
Fotografia:
Jamie Ramsay
Trilha Sonora:
Volker Bertelmann





