O Vingador Tóxico é um dos personagens mais cultuados do cinema trash e surgiu em 1984 de um lugar tão improvável quanto sua própria história: o estúdio independente Troma Entertainment, conhecido por produzir filmes de baixo orçamento, cheios de violência exagerada, humor grotesco, sátira social e mau gosto assumido — tudo isso de forma deliberada.
Praticamente 40 anos depois de várias sequências, séries animadas, bonecos e até games, o diretor Macon Blair de “Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo” traz de volta o herói mais como uma sátira da própria sátira com elenco de primeira e piadas de segunda.
Peter Dinklage de “O Bom Bandido” é Winston que trabalha numa fábrica de produtos químicos e radioativos comandada pelo maléfico Bob (Kevin Bacon de “Um Tira da Pesada 4”). Por engano, Winston está no lugar errado na hora errada e é jogado pelos capangas de Bob num contêiner com produtos químicos que o transformam numa criatura horrorosa, mas muito forte e quase invencível.
Ele então vai usar sua arma – um esfregão radioativo – para exterminar bandidos, se vingar de Bob, desbaratar sua quadrilha e fábrica do mal e ainda proteger seu filho postiço Wade (Jacob Tremblay de “A Vida de Chuck”).
Com tudo muito exagerado, o roteiro atira para todos os lados e acerta alguns: quando acontecem os efeitos especiais, eles são ótimos e a violência explícita é um ótimo plus. Alguns diálogos são muito engraçados, outros meio forçados, mas o elenco se esforça para dar certo.
O destaque vai para Elijah Wood de “Vem com o Papai” que faz o papel de capanga do vilão numa ótima mistura de Pinguim com o Gollum.
No último ato, o diretor manda a coerência ir as favas num duelo mais aleatório e talvez por isso, interessante até para passar raiva.
“O Vingador Tóxico” tem seu toque de nostalgia com um humor que acerta na metade do que vê, bons efeitos especiais e, apesar de não marcar na memória, dá um passatempo peculiar.
Curiosidades:
- O diretor Macon Blair e o diretor do original de 1984, Lloyd Kaufman, fazem participações especiais no filme.
- Não é falado no filme, mas a criatura não é o Peter Dinklage. Na verdade é uma dublê de corpo chamada Sophia Guerrero.
- O nome da empresa do vilão é BTH que significa Body Talk Health por causa da música de abertura do filme original de 1984 que se chama Body Talk da banda J. J. Band.
- O jornalista no início do filme se chama Melvin Ferd que é uma homenagem ao nome do protagonista do original de 1984.
- A cliente cega na lanchonete no início do filme é a agente do FBI no final do filme.
Ficha Técnica:
Elenco:
Peter Dinklage
Jacob Tremblay
Taylour Paige
Luisa Guerreiro
David Yow
Annette Badland
Shaun Dooley
Rebecca O’Mara
Macon Blair
Lloyd Kaufman
Kevin Bacon
Elijah Wood
Julia Davis
Direção:
Macon Blair
História e Roteiro:
Macon Blair
Produção:
Alex Garcia
Michael Herz
Lloyd Kaufman
Mary Parent
Fotografia:
Dana Gonzales
Trilha Sonora:
Brooke Blair
Will Blair





