“Iron Lung – Oceano de Sangue” é baseado diretamente no game indie Iron Lung, e a história original é até mais perturbadora do que parece no cinema.
No jogo, acontece um evento chamado “Quiet Rapture”, onde todas as estrelas e planetas habitáveis simplesmente desaparecem, humanidade praticamente entra em extinção e só sobrevivem pessoas que estavam em estações espaciais ou naves. Ou seja: o universo vira um vazio morto.
Anos depois, encontram uma lua com algo impossível: um oceano inteiro de sangue humano com sinais de estruturas, criaturas e “coisas” inexplicáveis lá embaixo. Isso vira a última esperança de recursos pra humanidade.
Tal qual no jogo, o protagonista é um prisioneiro condenado, enviado na missão suicida de tirar fotos de pontos específicos no fundo desse oceano.
O protagonista que também é o diretor, é ninguém menos que o YouTuber Markiplier (com a alcunha de Mark Fischbach) que também é comediante e dublador e agora usou seu dinheiro para produzir esse filme dos seus sonhos.
Até o fim do segundo ato, ele consegue alguns feitos dignos como não deixar que o único cenário do filme (o interior da nave) influenciasse na dinâmica. O clima claustrofóbico é muito bem retratado e ele se sai muito bem como ator.
Nesse desenvolvimento, ele discorre sempre temas como medo do desconhecido, sensação de insignificância humana e um universo que simplesmente não se importa com você… tudo numa aura que relembra o terror de ficção “O Enigma do Horizonte” (1997).
Mas vai chegando o último ato e todos os mistérios e pistas das possíveis respostas começam a se misturar e o espectador acaba entendendo junto com o protagonista que o filme não explica tudo, não resolve nada e não há recompensa, nem para o personagem, nem para o público.
A sensação de desconforto que o diretor quis passar vai além do desejado e acaba contaminando o resultado com uma sensação de despropósito e insatisfação.
Por essas e outras, “Iron Lung” tem uma boa premissa com bom potencial que vai se perdendo em sua própria trama e perde o espectador no meio do caminho também.
Curiosidade:
- Bateu o recorde de filme que usou a maior quantidade de sangue falso do cinema com 80 mil galões, ultrapassando o filme “A Morte do Demônio” que tinha usado 70 mil galões.
- O criador do game no qual o filme se baseia, David Szymanski, esteve envolvido desde a pré produção e faz uma participação como uma das vozes fora da nave.
Ficha Técnica:
Elenco:
Mark Fischbach
Caroline Kaplan
Troy Baker
Direção:
Mark Fischbach
História e Roteiro:
Mark Fischbach
Produção:
Jeff Guerrero
Will Hyde
Fotografia:
Philip Roy
Trilha Sonora:
Andrew Hulshult





