Na corrida dos piores filmes com gente famosa do ano de 2026 essa produção de Martin Campbell (“Assassino Sem Rastro”) fala sobre um casal que se odeia, mas combina fingir a morte do marido gangster Jack (Samuel L. Jackson de “As Marvels”) para coletar o dinheiro do seguro. Só que a esposa Nora (Eva Green de “Pássaro Branco na Nevasca”) pretende mata-lo de verdade com a ajuda de seus dois amantes.
A premissa parecia ser uma boa idéia até virar para a página 2, pois simplesmente ninguém soube como dispor os personagens no tabuleiro da história. O vai e vem de Nora, seus amantes, Jack sabendo de tudo e manipulando todo mundo é algo desconexo, com um péssimo ritmo que vai cansando a cada minuto que passa.
Nem o carisma de Jackson, nem a beleza de Green seguram a péssima direção de Campbell que não parece fazer a menor idéia do que está fazendo e não consegue comandar um simples encadeamento de eventos. Com exceção dos dois protagonistas o elenco de apoio é sofrível cheio de nomes desconhecidos e canastrões.
O mais cômico – e trágico – último ato, lá pelo clímax, o diretor desiste de contar a história e num gesto da mais profunda preguiça, coloca um personagem para narrar o que – digamos – realmente aconteceu com os plots twists podres todos misturados. Em menos de 30 segundos ninguém entende mais o que eles estão falando e muito menos tem interesse.
“Fingindo de Morto” é chatíssimo, enrola-se todo em sua própria teia e não tem a mínima condição de desenvolver a história, tornando-se um insulto para até o mais tolerante espectador.
Ficha Técnica:
Elenco:
Samuel L. Jackson
Eva Green
Eoin Macken
María Pedraza
Jason Fernández
Nicole Ansari-Cox
Direção:
Martin Campbell
História e roteiro:
Dan Gordon
Produção:
Moshe Diamant
Sagiv Diamant
Valentin Dimitrov
Phil Hunt
Mario Reinach
Gaby Whyte Hart
Fotografia:
Giles Nuttgens
Trilha Sonora:
Robert Folk





