Nesse divertido terror talvez com um pouco de pipoca demais, Jai Courtney de “O Terror da Guerra” é o psicopata bonachão Bruce que é dono de um barco na Austrália que faz passeios turísticos no mar ver tubarões debaixo d’água.
Por trás disso, ele captura mulheres para que elas sejam devoradas por tubarões. Até que chega Zephyr (a estonteante e desconhecida Hassie Harrison) só para tornar a vida de Bruce mais difícil.
A primeira metade do filme é a melhor, pois tem uma introdução chocante e digna de uma construção de tensão de primeira linha. Logo depois, ele desenvolve a heroína Zephyr, sua dinâmica com outros personagens e, logicamente, o início da relação com o vilão.
Os efeitos especiais de violência são de alta qualidade, mas dosados, variando entre o discreto e o trash.
Após a metade, ocorre o que geralmente se passa com esse tipo de terror: ele vai numa crescente de caos, até chegar no momento em que o roteiro precisa tomar algumas decisões menos inteligentes para o filme prosseguir, como por exemplo, o velho clichê de fazer com que o serial killer não mate certos personagens quando tem chance sem motivo algo (para a história poder prosseguir), enquanto outros personagens sofrem mortes às vezes até desnecessárias.
Ainda assim, a ação é boa e constante, o diretor não deixa o ritmo baixar ou a peteca cair, Jai Courtney dá um baile como um vilão divertidíssima – que quase dá vontade de torcer – e o final é previsível, até óbvio, mas satisfatório.
Ah sim, tem o lance de comparar os tais “Animais Perigosos” com os seres humanos, ou seja, sem vilanizar os tubarões, mas essa profundidade filosófica fica lá pelo décimo plano da produção.
“Animais Perigosos” é uma opção de diversão muito boa para não pensar e nem se aprofundar muito, servindo de puro escapismo. Filme B de respeito.
Curiosidades:
- Na cena em que Bruce faz uma performance de dança bêbado, o ator realmente estava bêbado a pedido do diretor e toda a dança foi feita sem ensaio.
- O vilão se chama Bruce porque era o nome que Steven Spielberg deu para o tubarão mecânico de seu filme, o clássico “Tubarão”.
- Todos os tubarões no filme são reais, sem animatrônicos ou CGI. O que fizeram de CGI foi colocar na pós produção, o tubarão e os artistas no mesmo plano e mudar o fundo de tela.
- A música que toca no final é “Dangerous” do cantor Ryan Bingham. Ele é casado com Hassie Harrison, a mocinha do filme.
- Baseado no número de fitas VHS no armário de Bruce ele já chegou a sequestrar 45 mulheres e incrivelmente nunca foi preso.
Ficha Técnica:
Elenco:
Hassie Harrison
Jai Courtney
Josh Heuston
Ella Newton
Liam Greinke
Rob Carlton
Direção:
Sean Byrne
História e Roteiro:
Nick Lepard
Produção:
Chris Ferguson
Brian Kavanaugh-Jones
Mickey Liddell
Troy Lum
Pete Shilaimon
Fotografia:
Shelley Farthing-Dawe
Trilha Sonora:
Michael Yezerski





