A Última Casa (“The Last House”)

Não dá para entender que droga o roteirista dessa maluquice tomou para escrever esse script, mas pelo menos é possível concluir que o diretor Louis Leterrier seria o candidato ideal para tocar esse barco, já que ele conseguiu enterrar a bomba blockbuster já meio esquecida “Velozes e Furiosos 10”.

Mas surpreendente mesmo é artistas do calibre do “Agente Secreto” Wagner Moura e Greta Lee (“Casa de Dinamite”) terem aceitado participar desse projeto falido.

O casal de protagonistas e seus 2 filhos moram nos subúrbios de uma cidade americana quando cai uma chuva torrencial que tranca todos em casa. Por trancar, entenda-se que eles não conseguem sair de casa: não conseguem quebrar a porta ou janela ou parede. Há uma certa explicação sem vergonha lá na frente que é jogada na cara do espectador, mas que é difícil de engolir.

Então a família – que tenta pouco sair – se depara com uma realidade em que aparentemente todas as pessoas do mundo ficam sem sair de casa um ciclo de chuva que vai e vem. De quebra, ainda tem algumas criaturas que querem alguma coisa, mas que ninguém sabe o que é – nem depois que o filme termina.

Daí a história entra num drama familiar que começa deslocado e depois praticamente passa a ser o cerne da trama. Nessa hora a história já se perdeu há muito tempo. Convenientemente esquecem-se a ficção científica quando não sabem explicá-la, jogam um drama para esticar o tempo e só então voltam para a explicação final.

Mas antes não tivessem: o clímax é uma mistura de caos narrativo com uma das mais medíocres conclusões desse ano no cinema e streaming. Chega a ser inacreditável oque o protagonista tem de fazer – ou deixar de fazer – para meio que salvar o mundo inteiro (sabe-se lá Deus o que é isso). Quanto mais o filme avança ao final, mais desconcertante fica.

“A Última Casa” dá uma sensação de alívio quando acaba, pois insulta a inteligência até dos mais desavisados com uma trama que é ruim quando não se entende e pior quando se explica. PS: o único ponto positivo aqui é a atriz Riley Chung que dá uma fofura ao filme.

Curiosidades:

  • O carro guardado na garagem da família é um Pontiac Firebird 1973.
  • Wagner Moura não se dublou para o lançamento brasileiro.

Ficha Técnica:

Elenco:
Greta Lee
Wagner Moura
Riley Chung
Noah Alexander Sosnowski
Emma Ho
Gabriel Barbosa
Arden Cho

Direção:
Louis Leterrier

História e Roteiro:
Matthew Robinson

Produção:
Kori Adelson
Peter Chernin
Louis Leterrier
Oliver Obst
Jenno Topping

Fotografia:
Pål Ulvik Rokseth

Trilha Sonora:
Yair Elazar Glotman

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