Apollo 18

Antes de ver “Apollo 18”, comentei a título de brincadeira “Apollo 18, ou melhor, Atividade Paranormal no espaço” e “Apollo 18, ou melhor, Bruxa de Blair na lua”. Mal eu sabia o quanto estava certo. Inclusive com cópias das cenas de eventos sobrenaturais enquanto os personagens dormem (“Atividade Paranormal”) e depoimento desesperado de um personagem (“Bruxa de Blair”).

O marketing manjado parte daquela premissa falsa de que é um documentário que revela o que aconteceu com a última missão tripulada à lua, a qual nunca foi exposta. E lá se vão três (ou melhor dois) astronautas – elenco desconhecido, é claro – enfrentar o que quer que haja na lua. Todo mundo sabe o que vai acontecer, pois é simplesmente o que sempre acontece nos filmes do gênero. O roteiro é tão tosco que a ameaça bebe diretamente dos filmes “Missão: Marte” de 2000 e, quem diria das criaturinhas (adivinhem) vistas em “Piratas do Caribe – No Fim do Mundo”. Não estou estragando a surpresa, visto que o maior susto que o espectador vai pegar é quando um dos astronautas faz uma brincadeira com a câmera.

Sem contar, é claro, furos homéricos no roteiro como, por exemplo, de como o filme foi parar na Terra ou até mesmo sobre os créditos finais dizendo que várias pedrinhas lunares trazidas para a Terra sumiram. E as outras missões anteriores? Porque ninguém morreu antes?

De bom mesmo, resta o impecável design de produção que reproduz os módulos espaciais americanos e soviéticos, além do cenário da superfície de lua.

“Apollo 18” pode ter suas boas intenções, mas não passa de uma cópia de tudo o que já se viu nesse formato atingindo a exaustão.

Ficha Técnica

Elenco:
Warren Christie
Lloyd Owen
Ryan Robbins

Direção:
Gonzalo López-Galego

Produção:
Timur Bekmambetov
Michele Wolkoff

Fotografia:
José David Monteiro

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