Cúpula do Caos (“Rumours”)

Um dos piores filmes que vi esse ano tem 2 atrizes do primeiro escalão de Hollywood, Cate Blanchett de “Código Preto” e Alicia Vikander de “O Mago do Kremlin”. O mico foi tão grande que talvez por isso ninguém nuca ouviu falar do filme, e cá estou eu cometendo o pecado de falar dele.

O fiapo história fala sobre uma conferência do G7 onde seus membros precisam fazer um discurso sobre uma crise iminente.

Pausa para hidratação: mas o que é o G7? O G7 (Grupo dos Sete) é um fórum político e econômico internacional informal composto por sete das nações industrializadas mais desenvolvidas do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

Voltando: Seus membros se reúnem numa mansão de campo na Alemanha e ficam isolados para fazer o plano de trabalho do discurso. Porém um evento apocalíptico os deixa sem comunicação e ajuda e eles precisam entender o que está acontecendo e achar uma saída.

A verdade é que ninguém entende o que está acontecendo, nem eles, nem os espectadores. O pior é que nada acontece de verdade.

O roteiro foi criado (ou cuspido) para ser uma espécie de sátira política, talvez na pegada de “Marte Ataca” de 1996 dirigido por Tim Burton. Acontece que o filme não consegue conectar uma idéia à outra, sendo que há quase uma lacuna de idéias.

Diálogos sofríveis e intermináveis rondam todo o desenvolvimento dando voltas com pouquíssimos cenários e maluquices que surgem do nada e vão embora como se o próprio roteirista esquecesse que estavam lá.

A produção tem nada menos que 3 diretores, mas apenas um eu conheço: um tal de Guy Maddin que em 2011 fez um filme horroroso e tão sem sentido quanto este chamado “Keyhole”. Entende-se de onde veio tanta influência ruim.

Cúpula do Caos” deve ser motivo de vergonha para os envolvidos, sendo que o grande mistério apocalíptico é como alguém aceita investir dinheiro numa idiotice dessas e ainda consegue convencer outros a participarem.

Curiosidade:

  • A União Européia atua como membro institucional do G7, apesar de não ser necessariamente um país.
  • Apesar do ator Charles Dance interpretar o Presidente dos Estados Unidos, ele propositalmente fala com seu inglês natural que é britânico. Há uma cena onde outro personagem pergunta sobre seu sotaque. Na cena completa há uma longa explicação, mas os diretores cortaram só deixando a pergunta no ar.

Ficha Técnica:

Elenco:
Cate Blanchett
Roy Dupuis
Denis Ménochet
Charles Dance
Nikki Amuka-Bird
Rolando Ravello
Takehiro Hira
Alicia Vikander
Zlatko Buric

Direção:
Evan Johnson
Galen Johnson
Guy Maddin

História e Roteiro:
Evan Johnson
Galen Johnson
Guy Maddin

Produção:
Liz Jarvis
Evan Johnson
Galen Johnson
Lars Knudsen
Philipp Kreuzer
Guy Maddin

Fotografia:
Stefan Ciupek

Trilha Sonora:
Kristian Eidnes Andersen

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