Supergirl

Como previsto o filme da Supergirl é melhor do que o do Superman nessa nova fase do James Gunn ditando os rumos da DC nos cinemas. Inclusive o diretor Craig Gillespie de “Dinheiro Fácil” provavelmente se inspirou em “Gardiões da Galáxia” do mesmo Gunn, pois criou aqui uma aventura interplanetária colorida e meio bobinha, mas bem contextualizada.

Milly Alcock da série “A Casa do Dragão” volta no uniforme da heróina – que já tinha aparecido rapidamente em “Superman”, mostrando ser um jovem rebelde e indignada com sua solidão por conta da perda dos pais quando Krypton se foi.

Curtindo e tomando todas nos bares da galáxia, ela se depara com o Krem (Matthias Schoenaerts de “The Old Guard”), uma espécie de bárbaro pirata traficante de crianças que acaba envenenando seu cachorro Krypto. Para salvar a vida de seu pet, Supergirl deve encontrar o vilão que tem o antídoto e ainda precisa proteger uma órfã que quer vingança pela morte dos pais.

O roteiro já vem com a base do filme do Superman e ainda traz um bom histórico sobre a vida da Supergirl em Krypton, o que ajuda inclusive o próprio Homem de Aço em seu próximo filme. A ação corre solta com ótimos efeitos especiais e uma imensa diversidade de personagens, ainda maior do que ficções espaciais como “Star Wars”.

A própria protagonista e seu dilema é o ponto forte da produção, principalmente porque o diretor deixa bem claro – principalmente no clímax – a grande diferença entre ela e seu primo Superman.

Ainda tem o Jason Momoa que mais uma vez interpreta ele mesmo com – até agora – muito carisma, vestindo a carapuça do Lobo, mostrado aqui como anti-herói.

Por outro lado, o filme tem vários vícios e falhas de roteiro: nunca dá para saber exatamente os poderes de Krem, já que a força dele parece variar dependendo da cena e conveniência da história.

Por mais emocionante que seja a questão de salvar seu cachorro, isso fica longe de segurar a trama, além de que o roteiro abusa do lance dos sóis amarelo, vermelho e verde (sim, tem verde também) e haja sol amarelo para salvar a pele da heroína.

Supergirl” dá uma melhorada no caminho da DC e entrega uma aventura mais épica, divertida, mesmo com alguns deslizes. Vale a pena.

Curiosidades:

  • O tecido da capa da Supergirl foi o mesmo usado na fabricação da roupa du Super-Homem de Christopher Reeve de 1979, pois acharam 16 metros do tecido guardado no estúdio.
  • O primeiro papel da DC que Jason Momoa estava cotado para interpretar era o do Lobo, ainda na era da Zack Snyder, mas acabou sendo o Aquaman.
  • A cidade de Bilquis, no planeta de Evely, tem esse nome em referência ao artista Bilquis Evely, que desenhou a minissérie “A Mulher do Amanhã”.
  • O planeta Holzherr, o planeta natal da personagem Ruthye, recebeu o nome de Brittany Holzherr, co-editora de “A Mulher do Amanhã”, a série de quadrinhos na qual o filme é baseado.

Ficha Técnica:

Elenco:
Milly Alcock
David Corenswet
Eve Ridley
Matthias Schoenaerts
Jason Momoa
Diarmaid Murtagh
Ferdinand Kingsley
Emily Piggford
Bruce Lennox
Audrey Brisson
Avye Leventis
Wil Coban

Direção:
Craig Gillespie

História e Roteiro:
Ana Nogueira

Produção:
James Gunn
Peter Safran

Fotografia:
Rob Hardy

Trilha Sonora:
Claudia Sarne

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