Chega com a velha trama do personagem que está em liberdade condicional precisar voltar ao mundo do crime justo quando seu prazo para poder ficar livre está chegando.
Este foi o primeiro longa metragem da diretora Nia DaCosta antes de comandar grandes produções como “As Marvels” ou “Extermínio – Templo dos Ossos”.
Tessa Thompson, com quem Nia viria a trabalhar novamente em “Hedda”, é Ollie ex detenta por tráfico de drogas, cumprindo suas últimas semanas antes de alcançar a liberdade, mas com uma imensa dívida de sua casa para pagar.
Porém sua irmã adotiva Deb (Lily James de “Minha Família Quer que eu Case”) aparece grávida e precisa de dinheiro e ajuda para fazer o aborto depois da fronteira com o Canadá. Ollie se vê encurralada, sendo a volta a vender remédios sem receita, sua única saída.
A dupla de atrizes dá um show de atuação e sua química fazendo irmãs logicamente nada parecidas cativa e entrega a emoção necessária. A diretora conseguiu trazer uma atmosfera de decrepitude e desesperança que pesa na narrativa e por isso, aliada a performance do elenco, gera uma carga dramática mais do que suficiente para criar conexão e afinidade.
Só que a principal preocupação do espectador – se Ollie vai ser pega ou não – acaba não sendo bem respondida, ou melhor, a diretora preferiu deixa isso na subjetividade e focar mais na relação entre as irmãs. Não sei se foi a melhor decisão, mas o filme parece terminar antes da hora, talvez porque ambas as opções – ela é pega ou não – já foram vistas outras vezes.
“Passando dos Limites” tem ótimas atuações, mas deixa boa parte da conclusão para o espectador adivinhar. Provavelmente ele não se dará ao trabalho.
Ficha Técnica:
Elenco:
Tessa Thompson
Lily James
Luke Kirby
James Badge Dale
Lance Reddick
Charlie Ray Reid
Brandon Potter
Jeremy St. James
Direção:
Nia DaCosta
História e Roteiro:
Nia DaCosta
Produção:
Rachael Fung
Tim Headington
Gabrielle Nadig
Fotografia:
Matt Mitchell
Trilha Sonora:
Brian McOmber
Malcolm Parson





