O Primata (“Primate”)

Olha que esse foi um quase filmaço, mas ainda assim é uma ótima pedida.

A premissa não poderia ser mais simples: um macaco pega raiva e quer matar todo mundo na casa. Sim, é a exata mesma premissa do clássico “Cujo” de 1983, baseado no best seller do mestre do terror Stephen King, onde um cachorro pega raiva e aterroriza mãe e filho dentro de um carro. Há até um lugar de confinamento também que no caso é a piscina da casa.

O chimpanzé é Ben que está na família de Lucy desde criança e sempre foi dócil e domesticado, inclusive se comunicando através de sinais e de uma máquina tradutora. Após ser mordido por um mangusto com a raiva, ele enlouquece e vai atrás de todos.

O diretor Johannes Roberts já é conhecido por razoáveis filmes de terror como a franquia “Medo Profundo” e aqui ganha pontos pelas mortes graficamente violentas com certeza agradarão os fãs do gênero.

As angulações de câmera são ótimas na construção do terror, a maquiagem do macaco é convincente (é uma fantasia com um ator dentro) e ainda há o detalhe do pai das jovens protagonistas ser surdo – Troy Kotsur do sensacional “No Ritmo do Coração” que é surdo de verdade – o que rende no último ato uma ótima sequência.

O maior problema é um cacoete que o roteiro adquir: o gatilho que atrai o macaco assassino é sempre quando um personagem pisa sem querer em alguma coisa, esbarra em alguma coisa ou liga alguma coisa que faz barulho e chama a atenção de Ben. Chega a ser incômodo o quanto o mesmo tipo de cena se repete com praticamente todos os personagens, o que transparece uma enorme falta de criatividade para resolver algo que não deveria demandar tanto.

O Primata” – que só não foi chamado de “O Macaco” porque ano passado foi lançado um filme com esse nome – traz uma ótima diversão para fãs do gênero com mortes caprichadas, mas deixando um pouco a desejar em vários momentos do roteiro.

Curosidades:

  • Tal qual um dos personagens fala, a raiva foi erradicada do arquipélago do Havaí, sendo este o único Estado dos EUA sem focos da doença.
  • Mas ao contrário do que um dos personagens fala, chipanzés nadam muito bem.
  • 80% das cenas com o macaco é uma fantasia com um ator dentro e 20% foi feito com bonecos “animatronics”.
  • É proibido ter um chimpanzé como animal de estimação no Havaí.
  • A cena em que Ben coloca a cabeça no buraco do armário é uma óbvia homenagem ao clássico “O Iluminado”.

Ficha Técnica:

Elenco:
Johnny Sequoyah
Jess Alexander
Troy Kotsur
Victoria Wyant
Gia Hunter
Benjamin Cheng
Charlie Mann
Tienne Simon
Miguel Torres Umba

Direção:
Johannes Roberts

História e Roteiro:
Johannes Roberts
Ernest Riera

Produção:
Walter Hamada
John Hodges
Bradley Pilz

Fotografia:
Stephen Murphy

Trilha Sonora:
Adrian Johnston

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